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Quando a orientação vira um jogo de poder

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Em sala de aula e na orientação acadêmica aparecem, de forma recorrente, dois perfis de alunos.

O primeiro é o aluno que aceita naturalmente a liderança do professor. Ele reconhece que o professor tem mais experiência, mais repertório e já percorreu caminhos que ele ainda está começando a trilhar.

Essa relação tende a ser tranquila. Com o tempo, esse aluno desenvolve autoliderança, ganha autonomia e passa a caminhar com mais independência.

O segundo perfil é diferente. É o aluno que não aceita a liderança do professor e tenta disputar poder. Em vez de aprender dentro da relação, entra em uma espécie de competição simbólica com quem está orientando.

Quando isso acontece, a relação tende a travar.

Existe, porém, um caminho mais produtivo.

A relação acadêmica funciona melhor, nesse caso, quando o aluno assume uma postura de parceria. Quase como um sócio intelectual no processo de construção do conhecimento.

Só que parceria não significa ausência de hierarquia.

O professor não é um funcionário qualquer dentro dessa relação. Ele ocupa uma posição construída por anos de estudo, pesquisa, erros, acertos e experiência acumulada. Isso naturalmente cria uma hierarquia de conhecimento e responsabilidade.

Quando o aluno entende isso, a relação muda.

Em vez de disputa de poder, surge colaboração.

Em vez de tensão, surge aprendizado.

E aí a orientação deixa de ser um campo de batalha e vira o que deveria ser desde o início: um espaço de crescimento intelectual conjunto.

Professor Rodrigo

Doutor em Administração, professor e pesquisador há mais de 10 anos.

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