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A universidade não precisa se “revolucionar”

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Evasão e digitalização são alguns dos elementos que compõem a turbulenta discussão sobre o futuro das universidades brasileiras.

Entre as principais críticas, destacam-se o “excesso” de teoria e a suposta desconexão com o mundo real.

A novidade que trago aqui está tanto na problematização quanto na solução.
Sempre que observo essas críticas, o que mais me surpreende é a escassez (e, muitas vezes, a baixa qualidade) das propostas sobre o que fazer no lugar do que já existe. Isso enfraquece o diagnóstico de que o problema é tão grande quanto afirmam.

No entanto, é justamente a teoria que me permite construir um diagnóstico e propor um caminho para tudo isso.

Aprendemos na própria universidade, especialmente na Administração, que as competências de qualquer profissional (e, portanto, dos alunos) são compostas pelo conhecido “CHA”:

C de conhecimento; H de habilidades; A de atitudes.

O foco de boa parte do ensino superior, como o conhecemos hoje, ainda está concentrado no conhecimento.

Mas isso a internet e as tecnologias já tornaram abundante e facilmente acessível. O professor corre o risco de “chover no molhado” se limitar sua atuação apenas a essa dimensão.

Já o mundo lá fora exige mais habilidades e atitudes, isto é, capacidades que transformam conhecimento em resultado. Essa é a essência da prática.

Por isso, parece claro que as universidades precisam apenas de um ajuste: complementar o C com o H e o A.

Não é necessário demolir tudo, como nas revoluções. Precisamos, sim, promover uma evolução, melhorar o que já fazemos bem e adequar nossas práticas ao mundo em ebulição.

Professor Rodrigo

Doutor em Administração, professor e pesquisador há mais de 10 anos.

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