Em uma dessas idas ao shopping, uma coisa me chamou muito a atenção.
Dentro dessas grandes lojas de roupas, há alguns meses observo uma montanha de camisas sem estampa e sem sinais de marca, além da etiqueta.
Meu olhar de pesquisador logo acendeu uma luz. Isso porque eu mesmo prefiro camisas lisas e, observando as pessoas ao meu redor, dá para notar que muita gente também segue esse caminho.
Isso tudo mostra para a gente que há uma revolta contra as marcas. Uma boa parte das pessoas não se identifica e não quer mais se associar a elas.
Com uma camisa sem estampa criada pelo branding, o que se destaca não é mais a moda, mas a pessoa que veste a roupa. O rosto, o formato do corpo e o gosto pessoal pela cor ganham relevância.
É como se as marcas tivessem tomado conta da identidade pessoal e, agora, o jogo virou. As pessoas querem mostrar a si mesmas, em vez de significados industrializados.
Esse movimento é tão real que até mesmo nas redes sociais isso se evidencia. Os influenciadores são suas próprias marcas. Seguimos pessoas, e não mais tanto as marcas.
Parece que a “profecia” de Naomi Klein no livro “No Logo” se cumpriu. As pessoas perceberam que as marcas são de um planeta alienígena e estão se afastando.

