Isso me lembra meu tempo de colégio nas disciplinas que adorava: história e geografia.
Com elas aprendi que quando estudamos a vida humana, podemos partir de dois princípios: o determinismo ou o possibilismo.
O determinismo diz que somos resultado do meio em que vivemos.
Nessa perspectiva, nosso sucesso depende da influência que temos ao nosso redor, com família, classe econômica, cidade, clima e assim por diante.
Já para o possibilismo, o ser humano tem o poder de se auto determinar e criar sua própria história.
É como se o ser humano fosse poderoso ao ponto de vencer o meio e superar suas fraquezas para sobreviver.
Entendo essas duas correntes como duas forças. O meio exerce força mas o ser humano também tem uma força interna que o move.
Essas forças lutam entre si e mostram como será nosso destino. O meio pode nos derrotar? Pode. Mas podemos vencer? Podemos também.
A maior virtude do possibilismo é nos dar esperança e fazer com que ativemos nossos “super poderes” para sobreviver. Se confiamos nisso, nossas chances de vencer são maiores.
Por outro lado, se acreditamos que o que está ao nosso redor é mais poderoso, nossas chances de vencer caem drasticamente. Já viu alguém ter vontade de lutar quando já sabe que vai perder?
Buda disse um dia: “somos o que pensamos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo”. Talvez, no fundo, as duas correntes façam sentido e nossas vidas sejam guiadas pelo que acreditamos.
