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Pesquisador precisa ter cultura

Leitura de 1 minuto

Um dia, recebi a avaliação de um artigo que havia submetido a uma importante entidade acadêmica.

Fiquei surpreso com um item da avaliação: havia parágrafos longos no texto que deveriam ser diminuídos.

Minha inquietação era se, realmente, um parágrafo um pouco mais longo comprometeria a descoberta apresentada no trabalho. Ao meu ver, não.

Claro, a escrita científica tem um determinado formato esperado para funcionar. No entanto, será mesmo que uma ideia mais complexa ou profunda não pode ser redigida de maneira mais longa?

Lembrei disso quando estava lendo Dostoiévski. O autor tem o costume de escrever parágrafos do tamanho de uma página inteira ou maior.

Será que esse pesquisador que me avaliou estranharia tanto meu texto se tivesse o hábito de leituras mais difíceis, como as de Dostoiévski? Aposto que não.

E é importante demais para nós, pesquisadores, termos cultura para desenvolver nosso intelecto, principal ferramenta de trabalho.

Sem falar que os livros abrem nossa cabeça para novas ideias. Isso é excelente para pesquisadores que precisam descobrir algo realmente novo em suas investigações.

Professor Rodrigo

Doutor em Administração, professor e pesquisador há mais de 10 anos.

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