Desde o momento em que acordamos até a hora de dormir, no trabalho e no lazer, em casa e na rua, vivemos com o telefone na mão.
Muitos especialistas falam até em vício. Mas por que isso acontece?
Neurologistas mencionam a dopamina; ativistas apontam a influência dos algoritmos.
No entanto, uma análise bem mais simples e intuitiva pode nos ajudar a compreender esse fenômeno. É a análise da experiência do consumidor. Vamos a ela.
Uma simples observação das pessoas usando o celular já nos dá pistas. Elas sorriem ou demonstram preocupação. Mostram surpresa e às vezes até ficam nervosas.
Sim, o smartphone desperta sentimentos, e os sentimentos são uma força vital que orienta nossas vidas.
E por que um aparelho preto, com uma tela, desperta tudo isso? Porque ele é uma janela para o mundo.
Com o celular falamos com amigos, familiares, namoradas. Nele ouvimos as músicas de que mais gostamos. Também o utilizamos para compartilhar imagens dos nossos momentos mais importantes.
Perceba que já conseguimos entender melhor esse aspecto considerado viciante sem precisar ser um grande especialista em neuroquímica ou tecnologia.
No caso, aqui entendemos que utilizamos intensamente o celular porque ele nos conecta com outras coisas que importam para nós.
Apenas observando a experiência do consumidor conseguimos montar o quebra-cabeça.
Um efeito semelhante acontece em empresas que realizam um diagnóstico de suas jornadas de clientes, método que venho desenvolvendo com alunos em um projeto de extensão.
Observar é um ato poderoso. Com o olhar adequado, podemos não apenas compreender o consumo, mas também criar produtos e serviços inovadores.
