O povo quer Endrick como titular da seleção. O técnico parece não ouvir o apelo. Quem está certo?
Esse embate da Copa nos ensina mais sobre a vida acadêmica do que sobre futebol.
O que está acontecendo é uma disputa de análises: a intuição do senso comum contra a reflexão profunda da racionalidade.
De um lado, está o povo com uma conclusão óbvia: o jogador faz gol ou ajuda nos gols toda vez que entra em campo. Ele é o cara!
Do outro lado, está o técnico: analisa esquema tático, maturidade do jogador e até o relacionamento entre ele e a equipe.
O que me encanta neste caso não é tanto o futebol, mas o embate. Uma repetição do que estamos acompanhando há anos.
O povo na internet, com o senso comum, contra instituições, títulos e hierarquias e uma racionalidade mais estruturada.
A bola da vez é a seleção brasileira de futebol, que podemos arredondar e chamar de instituição mais importante da nossa nação.
O povo olha o time e pensa como o jogador Danilo comentou: “Treinador tem uma cabeça maluca. O treinador, às vezes, tem decisões e escolhas que ninguém consegue explicar de forma lógica.”
Todo esse movimento nos ensina como funcionam essas duas racionalidades, duas formas diferentes de análise, e como elas não se misturam.
Isso nos ajuda a entender que as críticas ao meio acadêmico fazem parte de uma dinâmica maior da sociedade, que se redefine a cada mês.
Mas a grande lição ainda está sendo aprendida. E, no dia em que Endrick for titular, mais um capítulo dessa novela será revelado: afinal, quem estava certo?
Eu diria ainda o seguinte: esse conflito é muito bom para todos. Faz a gente discutir, debater e, no fim das contas, aprender mais e ter mais certeza das nossas conclusões. Ficamos sempre alertas para vencer o debate.
