Dias atrás fui em um sebo bem simples que fica no centro da cidade e vivi uma experiência memorável.
Mas quando digo simples é simples mesmo, ao ponto de ter teto de lona plástica e eu ter trombado com um rato perambulando em plena luz do dia.
Gosto de ir lá porque encontro livros bem baratinhos e algumas relíquias difíceis de ver nas prateleiras das grandes livrarias.
Escolhi o livro e paguei uma garota que controlava aquela seção. Paguei e já ia levando para minha mochila quando ela me interrompeu…
– Deixar eu colocar numa sacolinha! Pegou a sacola e juntos colocamos o livro nela.
Esse pequeno gesto dela me chamou a atenção. O livro custou 20 reais (o que custa 20 reais hoje em dia?) e, mesmo assim, ela teve o cuidado de me oferecer uma embalagem para melhor conservação do produto.
Eu poderia muito bem ter levado aquele livro sem a sacola, mas ela fez questão. Sentir essa cuidado de uma pessoa que já parecia me vender um produto baratíssimo fez toda a diferença.
Vejam como essa experiência se tornou marcante com apenas um gesto e a um custo baixíssimo (afinal, quanto custa uma sacola?).
Isso nos leva a pensar nas organizações e imaginar como podemos tornar experiências melhores com pequenas inovações sem grandes gastos.
O segredo é pensar nos ser humano. Não só pensar, mas sentir ele, em toda sua necessidade e relação com a vida.
