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Quanto mais tecnologia, mais precisamos de gente

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Vivemos um tempo de transformações aceleradas.

A inteligência artificial está mudando nossa forma de trabalhar e consumir.

Nesse cenário, observo duas grandes tendências de consumo que caminham em direções opostas.

A primeira é o valor pela tecnologia.

Cada vez mais serviços serão executados por agentes tecnológicos. Já vemos isso em totens de autoatendimento em cinemas, supermercados e restaurantes.

Nos próximos anos veremos ainda mais: assistentes virtuais avançados, robôs com aparência humana e sistemas que organizam a vida do usuário quase como um mordomo digital (algo próximo do Jarvis do Homem de Ferro).

Mas existe uma segunda tendência igualmente forte.

O valor pela humanização.

Quanto mais tecnologia invade a vida cotidiana, mais cresce a necessidade de experiências humanas reais.

Contato, conversa, presença, emoção.

Já vemos sinais disso quando pessoas demonstram desconforto com imagens humanas substituídas por imagens feitas por IA.

O ser humano continua precisando de gente.

Isso se conecta com um fenômeno crescente: a solidão.

Muitas pessoas passam horas em redes sociais, vídeos ou interações mediadas por telas, mas cada vez sabem menos fazer amigos, conversar ou paquerar no mundo real.

Nesse contexto, experiências ganham enorme valor.

Elas oferecem aquilo que a tecnologia não consegue reproduzir totalmente: presença humana e emoção compartilhada.

Um exemplo claro é a sala de aula.

Com IA e internet, o conhecimento se tornou abundante.

Por isso, cada vez mais a aula precisa ser uma experiência.

Um espaço de convivência, troca e emoção intelectual que nenhuma tela consegue substituir.

Professor Rodrigo

Doutor em Administração, professor e pesquisador há mais de 10 anos.

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