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Você gostou do novo uniforme da seleção brasileira?

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A pergunta parece simples, mas gerou uma grande polêmica no consumo brasileiro. Em poucos dias, milhões de pessoas opinaram, criticaram, defenderam. O uniforme deixou de ser apenas um produto. Virou debate.

O que explica isso?

A seleção não é só futebol. Ela representa o Brasil. Sua história se mistura com a nossa cultura, com memórias, conquistas e identidades. Por isso, o torcedor sente que a seleção também é sua.

Estamos diante de uma experiência que é cultural, social e virtual.

Cultural, porque carrega símbolos nacionais.
Social, porque conecta pessoas.
Virtual, porque amplia vozes e visibilidade.

Resultado: milhões de “técnicos” participando da criação, mesmo sem convite.

Aqui está um ponto central da experiência do consumidor: as pessoas não querem apenas consumir. Querem participar.

Quando essa participação não é considerada, o risco não é só rejeição. É desgaste de imagem.

A lição é direta.

Nem sempre o especialista sabe tudo.

Em contextos com forte valor simbólico, ignorar cultura e participação é ignorar o consumidor.

E se fosse diferente?

E se, antes do lançamento, os torcedores fossem ouvidos?
Uma votação, um concurso, uma cocriação.

Usar a paixão nacional a favor do produto.

No fim, a discussão não é sobre a camisa.

É sobre transformar cultura e participação em valor.

Quem entende isso não cria apenas produtos.

Cria experiências que as pessoas querem defender.

Professor Rodrigo

Doutor em Administração, professor e pesquisador há mais de 10 anos.

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